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Respostas a mais um poster da ATEA: Is. 7,14

aBom, que os posteres da ATEA são simplistas e infantis, todo mundo (coerente) sabe. O que é mais engraçado de ver são neo-ateus metidos a “tradutores”. Se essa gentinha não sabe nem pronunciar ou ler português direito, quiçá complexas linguagens bíblicas. E aqui temos exemplo dessa pretensão infantil.

Mais uma vez, como é costume desse tipo de ateu (antiteísta), regurgitam velhas alegações e argumentos já há muito respondidos, fazendo parecer novo para seus seguidores inconsequentes e ignorantes. Neste caso, a questão do termo “virgem”, em Is. 7, 14. O poster alega que não tem nada a ver com Jesus. Sério mesmo? Vamos ver.

Respostas aos pontos:

1) A principal objeção a esta identificação do segundo filho de Isaías como o Emanuel dos dias de Acaz surge à base de que a esposa de Isaías é chamada de “profetisa”, não de “donzela”, bem como pelo fato de que ela já era mãe do primogênito de Isaías, Sear-Jasube, de modo que não era “donzela”. (Is 7,3; 8,3) Deve-se notar, porém, que a palavra hebraica traduzida aqui por “donzela” não é bethuláh, que significa, especificamente, “virgem”, mas é ʽalmáh, que tem referência mais ampla a uma jovem adulta, que poderia ser uma virgem ou uma mulher recém-casada. A palavra ʽalmáh no singular ocorre também em outros seis textos, dos quais mais de um envolve uma donzela virgem. — Gên 24,43 (veja o  v. 16); Êx 2,8; Sal 68,25; Pr 30,19; Cân 1,3; 6,8.
A plena e completa identificação de Emanuel, naturalmente, se encontra no cargo e na personagem do Senhor Jesus Cristo. Por conseguinte, o emprego da palavra hebraica ʽalmáh na profecia enquadraria tanto o tipo (se tal foi uma jovem esposa de Acaz ou de Isaías), como o antítipo (a desposada, mas ainda virgem Maria). No caso de Maria, não havia dúvida quanto a ela ser virgem quando ficou “grávida pelo Espírito Santo”, sendo que tanto Mateus como Lucas registram este fato histórico. (Mt 1,18-25; Lu 1,30-35) “Tudo isso aconteceu realmente para que se cumprisse o que fora falado por Deus por intermédio do seu profeta”, observou Mateus. Era um sinal que identificava o há muito esperado Messias. Assim, em harmonia com estes fatos, o Evangelho de Mateus (citando Is 7,14) usa a palavra grega parthénos, que significa “virgem”, para traduzir ʽalmáh, dizendo: “Eis que a virgem [parthénos] ficará grávida e dará à luz um filho, e dar-lhe-ão o nome de Emanuel.” (Mt 1,22, 23) Isto, de forma alguma, significava tomar liberdades com o texto, ou torcê-lo. Mais de um século antes, os tradutores judeus da Septuaginta grega também usaram parthénos, ao traduzirem Isaías 7,14.

Isto não deve ser entendido de Ezequias, filho de Acaz com sua esposa, como alguns escritores judeus interpretaram. O erudito judeu Jarchi refutou esta alegação de que era Ezequias, observando-se que Ezequias tinha nove anos de idade quando seu pai começou a reinar, e estava  no quarto ano de seu reinado, e devia estar neste momento com 13 anos de idade. Aben Ezra e Kimchi também afirmam isto.  Elém disso, a mãe de Ezequias não poderia ser chamada de uma “virgem” e, pela mesma razão, não podia ser entendido de qualquer outra filho sua ou de sua esposa, como Kimchi pensou. Além disso , nenhum outro filho seu foi senhor da Judeia, pois como seria o Emanuel de acordo com Is 8,8 , nem pode ser interpretada de esposa e filho de Isaías , como Aben Ezra e Jarchi alegavam, uma vez que o profeta nunca poderia chamá-la de “virgem”, que lhe deu filhos , um dos quais foi agora com ele, nem mesmo um ” jovem “, mas sim uma “profetisa”, como em Is. 8,3 , nem houve qualquer filho de seu rei de Judá , já que esta parece ser , no lugar antes citado. Aqui claramente se refere ao Messias, que nasceria de uma virgem pura, já que palavra usada aqui significa em todos os lugares onde ele é mencionado , como Gn. 24,43 Ex 2,8; Sl. 68,25; Ct. 1,3 e 6,8.

Assim, o sinal não foi só dado a Acaz mas a toda a linhagem real e toda a nação. Se o cumprimento não ocorreu até a época de José e Maria , como é que a profecia se relaciona com a afirmação de Isaías de que a confederação Síria -Israel logo seria derrotada? E como o nascimento do Senhor Jesus se relaciona com o consumo de manteiga e mel (v. 15) e para o rompimento da aliança antes que o menino tivesse idade suficiente para saber o bem e o mal ? ( v. 16) Os proponentes desta visão de que o tempo é semelhante: os dois anos de infância de Jesus (antes que Ele soubesse entre o certo e o errado) apontam para o mesmo intervalo de tempo, dois anos , em que a ameaça Síria-Israel durou.

Dentro de cerca de três anos (nove meses para a gestação e dois ou três anos até que o menino soubesse a diferença entre o bem e o mal) a aliança seria quebrada. Foi quebrada em 732 aC, quando Tiglate-Pileser III destruíu Damasco. Depois de Tiglate-Pileser tivesse Aram e colocar Rezin à morte Acaz foi a Damasco para se encontrar o monarca assírio (2 Reis 16:7-10 ) . Acaz gostaram um altar viu em Damasco, e tinha um esboço do que desenhado para um altar semelhante poderia ser criado em Jerusalém. Não é à toa Isaías e Deus estavam irritados com Acaz . Mesmo após a aliança tinha sido quebrado por Tiglate- Pileser Judá não tinha paz . Embora Assíria não derrotar Judá , ela teve que pagar um pesado tributo a Assíria . Isaías profetizou as consequências da atitude de Acaz (Is 7:17-25 ) .

2)  A palavra para virgem aqui foi  cuidadosamente  escolhida.  Etimologicamente  ‘almâ  não  significa  necessariamente  uma  virgo  intacta  (virgem  intacta).  Contudo,  no  uso real das Escrituras Hebraicas, só se refere a uma virgem casta e solteira Isaías (até  onde  o  contexto  o  prova).  Isto  se  encaixa  bem  na  mãe  em  perspectiva mencionada nesta situação. Julgando de 8,1-4, a mãe típica era uma profetiza que veio a ser a esposa de Isaías pouco tempo depois desta  profecia  ter  sido  pronunciada.  Portanto  ela  era  uma  virgem  no tempo em que esta promessa foi feita. Ela serve como figura da Virgem Maria,  que  permaneceu  virgem  até  mesmo  depois  da  milagrosa conceição  pelo  Espírito  Santo.  O  filho  desta  profetiza,  de  maneira correspondente, era uma figura do Emanuel Messiânico, conforme logo veremos a seguir.  Is. 7, 14 afirma que o Messias nasceria de uma virgem.  A palavra hebraica bethuláh significa “virgem”, mas um outro termo (almáh) é usado em Isaías 7,14. Ali foi profetizado que uma “donzela [haalmáh]” teria um filho. A palavra almáh é usada para se referir à virgem Rebeca antes de seu casamento. (Gên. 24,16-43) Sob inspiração, Mateus usou a palavra grega para “virgem” (parthénos) ao mostrar que Isaías 7,14 se cumpriu no nascimento de Jesus. Mateus e Lucas declaram em seus evangelhos que Maria era virgem quando ficou grávida pela atuação do Espírito de Deus. — Mat. 1,18-25; Luc. 1,26-35.

A palavra bethulah designa uma mulher virgem (Gênesis 24,16; Levítico 21,13; Deuteronômio 22:14,23,28; Juizes 11:37; 1 Reis 1:2). De acordo com Unger, Joel 1:8 não é uma exceção porque “diz respeito à perda do noivo, com quem não havia se casado”. Nem a rainha nem a esposa de Isaías eram virgens e não há nenhum exemplo claro no AT do uso de almah a uma mulher casada. Por que Isaías optou por usar a palavra almah e não bethulah? Foi provavelmente porque queria demonstrar que a virgem também seria uma mulher jovem. Ainda é uma profecia? Claro. O falecido Dr. Charles Lee Feinberg, que foi professor emérito no Seminário Talbot escreveu um grande tratado sobre esta questão. Ele basicamente disse que há estudiosos de renome que têm demonstraram claramente que o termo hebraico ‘Almah no contexto de Isaías 7,14 significa “virgem”.

Ele também incluiu em seu artigo alguns fatos interessantes a partir de um estudioso judeu semita com o nome de C.H. Gordon. Aqui está sua erudita e surpreendente observação sobre ‘alma:

A opinião comum de que o termo ‘virgem’ é uma ideia cristã, enquanto ‘jovem’  é judeu, não é bem verdade. O fato é que a Septuaginta, que é a Tradução judaica feita na Alexandria pré-cristã, traduz ‘almah como “virgem” aqui. Assim, o Novo Testamento segue a interpretação judaica em Isaías 7,14. Com efeito, nem será necessário repetir as eruditas exposições que hebraístas já contribuíram em sua tentativa de esclarecer o ponto em questão. Tudo se resume a isto: a palavra hebraica diferente para ‘Virgem’ é betulah, ao passo que ‘Almah significa uma jovem, que pode ser um virgem, mas não é necessário dessa forma. O objetivo desta nota é chamar a atenção a uma fonte que ainda não foi trazida para a discussão. Foi descoberto um texto de Ugarit, datado por volta de 1400 aC,  que celebra o casamento de divindades lunares masculinas e feminas. Nele há uma profecia que uma deusa iria ter um filho… A terminologia é notavelmente parecida com a de Isaías 7,14. No entanto, a declaração ugarítica de que a noiva vai ter um filho é, felizmente, dada em forma paralelística, em 77,7; ela é chamada exatamente pelo termo etimológico do hebraico ‘almah’, ou ‘jovem’, em 77,5, ela é chamada pelo exato termo etimológica do hebraico betulah, ou  ‘virgem’. Portanto, a tradução que o Novo Testamento faz de ‘almah como “virgem” para Isaías 7,14 repousa sobre as mais antigas interpretação judaicas, que por sua vez é agora confirmado por precisamente esta fórmula anunciação por um texto que não só é mais antigo que Isaías, mas é pré-mosaico na forma que temos agora em uma tabuleta de argila. (Gordon, Cyrus H., “Almah in Isaiah 7:14,” The Journal of Bible & Religion, Vol. 21 (April 1953), p.106. Grifo nosso)

O longo parágrafo acima é aquele que todo rabino e judeu deveria ler. Desde o famoso tratado de C.H. Gordon, outros também escreveram sobre almah.  Maarten J. J. Menken escreveu que

A palavra hebraica, ‘Almah significa moça casadoira, jovem mulher e a virgindade não é um componente semântico embora uma palavra ‘Almah. Pode, claro, ser uma virgem.

O professor de Wheaton College, Herbert Wolf escreveu:

A solução de ‘unir’ a relação entre os capítulos 7 e 8 esclarece dois pontos vigorosamente debatidos sobre 7,14. Um deles é o significado de ‘almah. Deve significar ‘virgem’, como texto ugarítico 77 provou pelo seu paralelismo de ‘glmt e btlt, equivalentes aos termos hebraicos  jovem ‘ e ‘virgem’.

Também é digno de nota que quando os judeus converteram as escrituras hebraicas para o grego, usaram a palavra grega parthenos, que significa virgem. Essa tradução, da Septuaginta, foi traduzida por 70 eruditos hebreus cerca de 250 anos antes de Cristo. Isso nos dá uma grande visão de como os judeus da época entendiam Isaías 7,14. Não foi até o tempo de Cristo e depois que os judeus negaram a virgindade da almah, em Isaías. Obviamente, uma vez que os autores dos evangelhos eram judeus, eles certamente compreenderam Isaías 7 como se referindo a uma virgem. Sinceramente, é muito divertido e engraçado ver esses neo-ateus e ateístas do século 21, que mal cursaram o ginásio tentarem opinar de forma tão imatura e amadora (como é natural deles) sobre a famosa Septuaginta, uma versão erudita de antes de Cristo, muito mais próxima dos originais!

3) Estas eram boas novas para quem quer que temesse que os invasores acabariam com a dinastia davídica. “Emanuel” significa “Conosco Está Deus”. Deus estava com Judá e não permitiria a anulação de Seu pacto com Davi. Ademais, Acaz e seu povo foram informados não só a respeito do que Deus faria, mas também de quando o faria. Antes que o menino Emanuel tivesse idade suficiente para distinguir entre o bem e o mal, as nações inimigas seriam destruídas. E isso aconteceu! Como os ateístas (e principalmente neo-ateus) não têm muita noção da fraseologia e linguagem bíblicas de tipo e antítipo, confundem muito os termos e sequências, caindo em vários engodos.

Estas eram boas novas de Is. 7,14 eram para quem quer que temesse que os invasores acabariam com a dinastia davídica. “Emanuel” significa “Conosco Está Deus”. Deus estava com Judá e não permitiria a anulação de Seu pacto com Davi. Ademais, Acaz e seu povo foram informados não só a respeito do que Deus faria, mas também de quando o faria. Antes que o menino Emanuel tivesse idade suficiente para distinguir entre o bem e o mal, as nações inimigas seriam destruídas. E isso aconteceu! O “filho” Emanuel , no versículo 14 não parece ser “o filho” do versículo 16, que se refere a Sear-Jasube, que por este motivo parece ter acompanhado o profeta. E é pertinente observar que a palavra hebraica aqui não é estritamente nem “filho” ou “filha”, mas “jovem” ou “rapaz”.

A Bíblia não diz quem eram os pais de Emanuel. Mas, visto que o jovem Emanuel serviria como sinal, e Isaías disse mais tarde que ele e seus filhos ‘eram como sinais’, Emanuel talvez tivesse sido filho desse profeta. (Isaías 8,18) Talvez Deus tenha deixado incerta a identidade de Emanuel nos dias de Acaz para que as gerações futuras não desviassem sua atenção do Emanuel Maior. Quem seria?
Fora do livro de Isaías, o nome Emanuel ocorre apenas uma vez na Bíblia, em Mateus 1,23. Deus inspirou Mateus a aplicar a profecia do nascimento de Emanuel ao nascimento de Jesus, o Herdeiro legítimo do trono de Davi. (Mateus 1,18-23) O nascimento do primeiro Emanuel foi um sinal de que Deus não se esquecera da casa de Davi. Igualmente, o nascimento de Jesus, o Emanuel Maior (tipo e antítipo), foi um sinal de que Deus não se esquecera da humanidade, nem da aliança do Reino que fez com a casa de Davi. (Lucas 1,31-33) Estando o representante principal de Deus entre a humanidade, Mateus podia dizer corretamente “Conosco Está Deus”. Hoje, Jesus governa e apoia sua Igreja na Terra. (Mateus 28,20)

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