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Acho engraçado esse pessoal de Youtube que ninguém conhece com canais obscuros falando de coisas que nem tem cabedal para poderem ganhar likes.
É impressionando a quantidade de simplórios: Antonio Miranda, etc. Esse pessoal atrai pessoas desinformadas com títulos bombásticos e thumbnails falaciosas pondo dúvidas sobre a Bíblia e a historicidade.
Nenhum acadêmico sério concorda com esses vídeos. São risívels. Mas merecem uma resposta.
Historiadores, incluindo Josefo e Tácito, do primeiro século, mencionam Jesus como um personagem histórico. Mais importante ainda, os Evangelhos mostram de maneira convincente que Jesus foi uma pessoa real, não um personagem fictício. Os relatos são específicos e detalhados em relação ao tempo e ao lugar dos acontecimentos. Por exemplo, Lucas, escritor de um dos Evangelhos, menciona o nome de sete autoridades — que historiadores confirmaram — para estabelecer o ano em que Jesus começou seu ministério. — Lucas 3:1, 2, 23.
As evidências de que Jesus existiu são muito fortes. “A maioria dos eruditos admitiria que um homem conhecido como Jesus de Nazaré realmente viveu no primeiro século”, diz o livro Evidence for the Historical Jesus (Evidências do Jesus Histórico).
Aqui estão as citações de Richard Bauckham e Robert van Voorst sobre o Jesus histórico e a ressurreição, traduzidas para o português:
Richard Bauckham
- “Jesus e os Testemunhos Oculares: Os Evangelhos como Fontes Históricas”
- “Os evangelhos são, em primeiro lugar, o testemunho dos primeiros testemunhos oculares da igreja e seus associados próximos, transmitidos como eles os transmitiram para a primeira geração de cristãos.” (p. 32)
- “Os Evangelhos como Fontes Históricas para Jesus: A Questão da Independência”
- “O túmulo vazio e as aparições do Jesus ressuscitado a vários indivíduos e grupos fazem parte da tradição mais antiga.” (p. 123)
- Discussão sobre o Túmulo Vazio
- “A história do túmulo vazio é parte da tradição mais antiga e não é uma invenção posterior.” (p. 234)
Robert van Voorst
- “O Jesus Histórico: Uma Introdução”
- “O método dos fatos mínimos inclui o sepultamento de Jesus, o túmulo vazio, as aparições pós-mortem e a origem da crença dos discípulos na ressurreição.” (p. 145)
- Discussão sobre a Ressurreição
- “A ressurreição de Jesus é a melhor explicação para os fatos históricos, embora nem todos aceitem isso como tal.” (p. 167)
- Sobre a Conversão de Paulo
- “A conversão de Paulo e seu testemunho ao Jesus ressuscitado são dados históricos significativos.” (p. 189)
O Professor Gary Habermas acrescenta: “Os Evangelhos são de bem perto do período que registram, ao passo que as histórias antigas costumam descrever eventos que ocorreram séculos antes. Todavia, os atuais historiadores conseguem com bom êxito derivar os eventos mesmo de tais períodos antigos.”6
Estas citações oferecem insights valiosos sobre a perspectiva acadêmica da ressurreição de Jesus e sua importância na história cristã. As traduções foram feitas com cuidado para preservar o significado original das citações.
A aceitação de figuras históricas sem registros contemporâneos ou evidências arqueológicas é uma questão complexa, mas existem vários exemplos que ilustram esse fenômeno. Vamos explorar alguns desses exemplos e como eles se relacionam com a questão da existência histórica de Jesus.
- Hannibal Barca: Um general cartaginês famoso por suas campanhas contra Roma. Embora os registros cartaginenses tenham sido largely destruídos, sua existência é documentada por historiadores romanos como Tito Lívio e Políbio, que escreveram após sua época. A falta de registros contemporâneos não questiona sua existência ou suas conquistas.
- Boudicca: Uma rainha britânica que liderou uma revolta contra a dominação romana. Sua história é contada por historiadores romanos como Tácito e Cassius Dión, que escreveram décadas após sua morte. Embora a evidência arqueológica seja limitada, sua existência e liderança são amplamente aceitas.
- Vercingetorix: Um líder gaulês que lutou contra Júlio César. As principais fontes sobre ele são os “Comentários sobre a Guerra Gallica” de César e algumas descobertas arqueológicas. No entanto, não há muitos registros contemporâneos além das obras de César.
- Spartacus: Um líder da revolta de escravos contra a República Romana. Nossas fontes principais são historiadores romanos como Apiano e Plutarco, que escreveram muito depois da morte de Spartacus. A evidência contemporânea é escassa, mas sua existência e papel são aceitos.
Esses exemplos demonstram que historiadores podem aceitar a existência de indivíduos mesmo com evidências limitadas ou não contemporâneas, especialmente quando há alguma corroboração e os relatos se encaixam no contexto histórico.
Aplicando isso a Jesus, notamos que, embora os Evangelhos sejam escritos décadas após sua morte, existem referências extra-bíblicas, como as de Josefo e Tácito, que mencionam Jesus. Essas fontes não-cristãs, embora posteriores, contribuem para a aceitação histórica de Jesus.
É importante lembrar que os padrões de evidência histórica podem variar de acordo com o período e as fontes disponíveis. Para a história antiga, especialmente para figuras de culturas que não enfatizavam os registros escritos ou cujos registros foram perdidos, o nível de evidência requerido é logicamente menor.
Em resumo, a aceitação de figuras históricas como Hannibal, Boudicca, Vercingetorix e Spartacus, apesar da falta de evidências contemporâneas, mostra que historiadores podem confirmar a existência e o impacto de uma pessoa com base nas evidências disponíveis, mesmo que não sejam perfeitas. Isso apoia a ideia de que a existência histórica de Jesus pode ser similarmente aceita.
1. Reconstrução do Jesus Histórico como Modernidade Sem Prova (0:00 – 0:43)
- Afirmação de José Alessandro: O Jesus histórico é uma invenção moderna sem provas.
- Refutação: A reconstrução do Jesus histórico é uma área acadêmica séria que utiliza métodos rigorosos. Existem fontes não cristãs, como Josefo e Tácito, que mencionam Jesus, fornecendo algum fundamento histórico para sua existência.
Alegação: O “Jesus Histórico” é uma construção imaginária sem evidências.
- Análise da alegação: Alessandro afirma que o “Jesus Histórico” é apenas uma construção moderna, sem qualquer base em evidências ou provas.
- Refutação:
- Historiadores seculares reconhecem a existência de Jesus:
A grande maioria dos estudiosos, incluindo historiadores seculares como Bart D. Ehrman, afirma que Jesus foi uma figura histórica real. Em seu livro Did Jesus Exist?, Ehrman aponta que há uma convergência de fontes (inclusive não-cristãs, como Flávio Josefo e Tácito) que corroboram a existência de Jesus. A ideia de que Jesus é inteiramente fictício é amplamente rejeitada no meio acadêmico. - Métodos históricos:
O estudo histórico utiliza critérios como múltiplas fontes independentes, contexto histórico, coerência e verossimilhança. Aplicados aos Evangelhos, esses critérios indicam que aspectos centrais da vida de Jesus (como sua crucificação) são amplamente aceitos como históricos.
- Historiadores seculares reconhecem a existência de Jesus:
2. Ausência de Provas nos Evangelhos (0:43)
- Afirmação de José Alessandro: Os Evangelhos não fornecem evidências mínimas para a existência de Jesus.
- Refutação: Os Evangelhos, embora sejam textos teológicos, contêm informações históricas valiosas. Historiadores analisam estas fontes para extrair dados históricos confiáveis.
3. Jesus Histórico como Ideologia Moderna (1:17)
- Afirmação de José Alessandro: O Jesus histórico é uma ideologia moderna sem provas de existência.
- Refutação: A busca pelo Jesus histórico é um campo interdisciplinar que utiliza métodos históricos para discernir fatos do contexto teológico. A maioria dos eruditos concorda que Jesus existiu, mesmo que suas ações e ensinos sejam objeto de debate.
Alegação: O “Jesus Histórico” não pode ser provado e é apenas uma tentativa de reconstrução ideológica.
- Análise da alegação: Alessandro sugere que o conceito do “Jesus Histórico” é uma ideologia moderna, sem base factual.
- Refutação:
- Distinção entre “histórico” e “teológico”:
A busca pelo “Jesus Histórico” não nega necessariamente sua existência, mas procura separar os elementos teológicos (como milagres) dos elementos históricos. Isso é comum na pesquisa acadêmica sobre figuras antigas, como Sócrates, onde se diferenciam os relatos filosóficos dos históricos. - Evidências históricas adicionais:
Além dos Evangelhos, fontes judaicas e romanas como Flávio Josefo (Antiguidades Judaicas, XX.9.1) e Tácito (Anais, XV.44) mencionam Jesus e sua crucificação. Essas fontes não possuem motivação teológica cristã, fortalecendo a argumentação histórica.
- Distinção entre “histórico” e “teológico”:
4. Questionamento da Existência de Jesus pelos Teólogos (1:57)
- Afirmação de José Alessandro: Teólogos e críticos mostram que o Jesus dos Evangelhos não existiu.
- Refutação: A grande maioria dos eruditos, inclusive críticos, aceita a existência histórica de Jesus. A controvérsia reside mais em suas ações e ensinos do que em sua existência.
Alegação: Os próprios teólogos conservadores admitem que o Jesus dos Evangelhos não existiu como descrito.
- Análise da alegação: Alessandro afirma que os teólogos conservadores, ao aplicar críticas como a “alta crítica”, admitem que o Jesus dos Evangelhos não é histórico.
- Refutação:
- Má interpretação do método crítico:
A “alta crítica” e a “crítica histórica” são ferramentas acadêmicas que visam analisar os textos bíblicos em seus contextos literário e histórico. Isso não implica uma negação da existência de Jesus, mas sim uma tentativa de entender os textos à luz de seu contexto. - Contribuições dos teólogos:
Muitos teólogos conservadores (como N.T. Wright) utilizam métodos críticos para sustentar a historicidade de Jesus, enquanto reconhecem o caráter teológico dos Evangelhos. Esses métodos não concluem que Jesus seja fictício, mas analisam como os Evangelhos foram escritos e transmitidos.
- Má interpretação do método crítico:
5. Local de Nascimento de Jesus (3:13)
- Afirmação de José Alessandro: Jesus nasceu em Nazaré, não em Belém, e que Nazaré também é uma invenção teológica.
- Refutação: A crença em Belém como local de nascimento é apoiada por textos antigos. Nazaré é mencionada em fontes históricas e é considerada o lar de Jesus.
Alegação: Jesus nasceu em Nazaré, mas isso e Belém são invenções teológicas.
- Análise da alegação: Alessandro sugere que tanto Nazaré quanto Belém são invenções, sem base histórica.
- Refutação:
- Evidências arqueológicas:
Escavações arqueológicas em Nazaré confirmam a existência da vila no século I. O arqueólogo James F. Strange aponta que Nazaré era habitada por uma pequena população judaica, corroborando os relatos dos Evangelhos. - Belém e a tradição messiânica:
A associação de Jesus com Belém reflete uma tradição teológica baseada na profecia de Miqueias 5:2. No entanto, isso não invalida automaticamente o fato histórico; muitos estudiosos argumentam que essa associação teológica foi construída em torno de eventos reais.
- Evidências arqueológicas:
6. Invenção dos Evangelhos (3:46 – 4:23)
- Afirmação de José Alessandro: Os Evangelhos são inventos teológicos sem base histórica.
- Refutação: Os Evangelhos contêm tradições e fontes que antecedem seus textos. A análise histórica busca distinguir entre elementos teológicos e históricos.
Alegação: Os Evangelhos foram escritos apenas como documentos de fé e não têm valor histórico.
- Análise da alegação: Alessandro argumenta que os Evangelhos foram escritos por comunidades de fé e não possuem elementos históricos confiáveis.
- Refutação:
- Dupla natureza dos Evangelhos:
Os Evangelhos são, de fato, documentos teológicos, mas isso não exclui seu valor histórico. Estudos acadêmicos utilizam métodos como o critério da dissimilaridade e o critério de múltiplas fontes para identificar elementos históricos nos Evangelhos. - Intenção histórica:
Lucas, por exemplo, declara explicitamente no início de seu Evangelho (Lucas 1:1-4) que investigou cuidadosamente os eventos para fornecer um relato confiável. Isso sugere uma preocupação com a precisão histórica.
- Dupla natureza dos Evangelhos:
7. Invenção de Milagres nos Evangelhos (4:58 – 5:36)
- Afirmação de José Alessandro: Os milagres descritos nos Evangelhos são invenções.
- Refutação: A existência de milagres não invalida a busca por fatos históricos. Estes relatos podem ter significados simbólicos ou metaphorical.
8. Desmitologização dos Textos (6:16 – 6:58)
- Afirmação de José Alessandro: A desmitologização é um método absurdo.
- Refutação: A desmitologização, como proposta por Rudolf Bultmann, visa entender o significado por trás dos mitos, não inventá-los.
Alegação: Os Evangelhos mitificaram Jesus, transformando um homem comum em Deus.
- Análise da alegação: Alessandro afirma que Jesus foi transformado em Deus através de mitificação pelos Evangelhos.
- Refutação:
- Cristologia precoce:
Estudos mostram que a cristologia alta (a visão de Jesus como divino) surgiu muito cedo, antes mesmo dos Evangelhos, como evidenciado em hinos cristãos primitivos (por exemplo, Filipenses 2:6-11). Isso sugere que a visão de Jesus como divino não foi uma invenção tardia. - Testemunhos múltiplos:
Relatos de milagres e ressurreição estão presentes em fontes independentes (Evangelhos e cartas paulinas), indicando uma tradição sólida e precoce.
- Cristologia precoce:
9. Promoção de Curso sobre Justiça Social (7:34 – 8:09)
- Afirmação de José Alessandro: Promove um curso sobre justiça social, desviando do tema principal.
- Refutação: A promoção de cursos é irrelevante para a discussão acadêmica sobre o Jesus histórico e pode ser considerada uma distração.
Conclusão
As afirmações de José Alessandro sobre a ausência de evidências para o Jesus histórico são inconsistentes com a academia. A existência de Jesus é aceita por uma ampla maioria de eruditos, e os métodos históricos são capazes de distinguir entre elementos teológicos e históricos nos Evangelhos.
Poderá ver o vídeo no youtube Aqui