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O Trinitarianismo em uma pintura

O Pai, o não gerado, dominando a idade desde a criação até a Encarnação, é visto apenas pelas costas. O Senhor disse: “Não verás o meu rosto, porque nenhum homem me verá e viverá … Eu tirarei a minha mão, e você verá minhas costas; mas meu rosto não será visto”.

O todo visível do Pai é a imagem gerada:

Disse-lhe Jesus: Já fiquei muito tempo convosco, e ainda não me conhece, Filipe? Aquele que me viu viu o Pai; E como você diz então: Mostre-nos o Pai? Não acredita que eu estou no Pai e o Pai em mim? 

A imagem no espelho não tem compostura em seu rosto, mas é simplesmente “o que está acontecendo” na vida do artista. Ele é o logos ou facticidade do gerado. Dito isto, a imagem no espelho é mostrada com a camisa aberta para o coração. A imagem tem paladar e está pronta para trabalhar:

Disse-lhes Jesus: A minha carne deve fazer a vontade do que me enviou e terminar a sua obra.

A postura do Pai (e pela imitação, o Filho) é dividida, permitindo, por um lado, a geração da imagem, decorrente da luz da luz,  e permitindo, por outro lado, a geração do rosto da imagem à lápis da co-substancialidade do pintor e da imagem. O Pai dá origem ao Filho pela luz, mas ao Espírito somente na medida em que ele pode se ver no Filho. Há, portanto, tanto uma monarquia do Pai que faz imagem de espelho e imagem à lápis, e uma geração de filioque até o Pai nunca pode dar origem ao Espírito aparte de se ver no Filho.

O Espírito está entre o Pai e o Filho e acima deles. Ele é o único rosto que mostra amizade, pensamentos, idealização. A sua é a terceira imagem que é co-substancial com as outras duas, uma vez que todo o motivo da reflexão ou do pintor é ter a imagem de lápis. A Face do Espírito é a única no processo de conclusão, pois apenas sua idade ainda não encontrou sua consumação. É também a única imagem que olha para o espectador, porque ele é o Deus que está entre nós, mesmo que ver sua face é o mesmo que ver o rosto dos outros.

Há, é claro, o “quarto” Rockwell por implicação: aquele que realmente pintou a imagem com os três rostos. Nenhuma das faces pode existir, exceto quando existe na unidade da pessoa de quem eles procedem e com quem são todos idênticos.

Fonte: https://thomism.wordpress.com/2017/08/01/trinitarianism-in-a-painting/
Tradução: Emerson de Oliveira

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