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Ninguém “vem” ao Pai OU ninguém “vai” ao Pai (João 14:6) – respondendo às TJ

ÍndiceVamos responder aqui ao site “Tradução do Novo Mundo Defendida”, no post Ninguém “vem” ao Pai OU ninguém “vai” ao Pai (João 14:6). As afirmações do site estão em citação e minhas respostas em preto.

A frase seguinte em grego PROS TON PATERA “ao Pai” indica um movimento em direção ao Pai e anula a ideia de que Jesus seria o Pai. Além disso, quem afirma que este texto apoia a trindade assume o modalismo ao afirmar que o Pai é o filho e o filho é o Pai.

A confusão e espantalho que a Testemunha faz aqui é impressionante. Em nenhum lugar afirmamos que Jesus é o Pai. A resposta de Jesus a Tomé – justamente proclamando a declaração central do Evangelho – é impressionante, não só porque demonstra que Jesus é o caminho para o Pai, mas Jesus afirma que Ele é o caminho para o Pai. E, de fato, o único caminho.  O único que realmente encarna o Pai no sentido mais profundo – que mais tarde pode dizer: “Qualquer um que me vê, vê o Pai” (v. 9), e que inclui a si mesmo na habitação prometida aos crentes (v. 23) poderia fazer tal afirmação. Jesus aponta implicitamente a sua Encarnação e fundamentos em sua resposta: “Toda a verdade é a verdade de Deus, como toda a vida é a vida de Deus, mas a verdade de Deus e a vida de Deus está encarnada em Jesus ( Bruce , pp 298-99). Antes, vamos esclarecer alguns pontos:

Trindade – três pessoas em um só Deus e não três Deuses. As pessoas são conhecidas como o Pai, o Filho, eo Espírito Santo; e todos eles sempre existiram como três pessoas distintas. A pessoa do Pai não é a mesma pessoa que o Filho. A pessoa do Filho não é a mesma pessoa que o Espírito Santo. A pessoa do Espírito Santo não é a mesma pessoa que o Pai. Se você tirar qualquer um, não há Deus. Deus sempre tem sido uma trindade desde toda a eternidade: “de eternidade a eternidade, tu és Deus.” (Salmo 90,2).

Modalismo – é provavelmente o erro teológico mais comum a respeito da natureza de Deus. É uma negação da Trindade. O modalismo afirma que Deus é uma única pessoa que, ao longo da história bíblica, se revelou em três modos ou formas. Assim, Deus é uma única pessoa que primeiro manifestou-se no modo do Pai no Antigo Testamento. Na encarnação, o modo foi o Filho; e depois da ascensão de Jesus, o modo é o Espírito Santo. Estes modos são consecutivos e nunca em simultâneo. Em outras palavras, este ponto de vista afirma que o Pai, o Filho e o Espírito Santo nunca existiram ao mesmo tempo – apenas um atrás do outro. O modalismo nega a distinção das três pessoas da Trindade, embora mantém a divindade de Cristo.

Isaías capítulos 40-48 contêm a maior expressão do monoteísmo do Velho Testamento. Leia os versos seguintes com o a Testemunha de Jeová, sendo cuidadoso em oferecer algum comentário, só afirmando que Isaías realmente acreditava que Jeová, como o Criador eterno do mundo, aqui diz ser o único Deus existente.

Em Is. 40:3, o Messias que irá vir é “o SENHOR”.

Em 40:10, esta pessoa é “o Senhor Deus”.

Em 40:13, ninguém pode contar para o Espírito Santo como entender a Bíblia.

Em 40:25, ninguém é “igual a Deus”.

Em 41:21-24, só Jeová como Criador, pode predizer o futuro.

Em 42:8, Jeová não divide sua glória com ninguém mais.

Em 42:17, é vergonhoso adorar outro deus além de Jeová.

Em 43:1, o Senhor é o Criador; 3, o Salvador; 10, quem Israel testemunha ser o único Deus e Salvador.

Em 43:13, ninguém pode inverter uma decisão de Jeová; 25, ele nos salva para sua própria causa (glória), e não por nossas causas.

Em 44:6, não há nenhum deus além de Jeová; 8, e ele não reconhece nenhum outro Deus além dele.

Em 44:24, Jeová criou os céus e a terra sozinho; 28, até mesmo o mau rei Ciro fará o que deseja.

Ao lado de Jeová não há nenhum deus em 45:5,; 6, “fora de mim, não há deus”,;

Em 45:14-15, nenhum outro Salvador; ‘fora de mim, não há deus”.

É difícil de contradizer esses versículos, pois eles são muito claros na Bíblia. Isaías é um exemplo claro da atitude de Deus para as pessoas que querem ter mais de um “deus”.

Jeová não é só o maior Deus, mas o único; “antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá…Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (43:10, 44:6). Os “deuses” pagãos são meros ídolos, invenções da imaginação, representados por árvores e pedras esculpidas. É pecado imaginar outro deus além de Jeová Deus.

A idéia de um só Deus é chamada “monoteísmo”, enquanto uma pessoa que acredita em mais de um deus é um “politeísta”. Paulo nos fala que os “muitos deuses” dos gentios são só demônios quando há algum poder espiritual no ídolo visível. Só pode haver um ser eterno, um absoluto, um último, e a Bíblia mostra que só é Jeová.

Não há como contradizer este ponto, pois mudar este ponto muda todo o sentido. Uma pessoa que diz adorar Jeová e que diz que Jesus também é “um deus”, é um politeísta disfarçado de adorador de Jeová. Um Deus não quer dizer dois, mesmo se o segundo é menor, ou criado e finito.

Outra tática neste ponto é perguntar para a Testemunha se Jesus é “um verdadeiro Deus” ou “um falso Deus”. Se ele é um falso Deus, por que eles lhe dão atenção e se ele é um verdadeiro Deus, eles não são monoteístas, e entram no juízo do profeta Isaías nas passagens acima. A única possibilidade é que eles concordam com a doutrina cristã do Trindade; Jeová é um, um Deus tri-pessoal, o Pai, o Filho, e o Espírito Santo.

O próximo passo neste argumento é olhar os últimos versículos de Isaías 45. Nos versículos 22-23 nós lemos que Jeová (“eu sou Deus e há nenhum outro”) jura: “Por mim mesmo tenho jurado…que diante de mim se dobrará todo joelho, e por mim jurará toda língua”. Jeová jura por ele que não há nada além dele e sobre ele. Isto é o que significa ser “absoluto” ou “último”. A Testemunha concordará com isto, e dá no mesmo em sua tradução.

É sempre interessante perguntar para eles o que eles pensam ser realmente a Trindade, porque normalmente eles só tem uma vaga ideia do que seja, e várias vezes citam textos de enciclopédias escritos por escritores liberais ou seculares para explicar este termo.

Eles também usam a clássica ideia agnóstica da doutrina que diz que a Trindade é “matematicamente absurda” porque 1 + 1 + 1 = 3, não 1! Eles não sabem que quando dizemos que “Deus é um” e “Deus é três” o um e os três se referem a referentes diferentes; uma substância, e três pessoas. Pode se dizer a eles que a Trindade não é uma “coisa” mas um grupo de seis doutrinas vistas na Bíblia. Você pode então, se oferecer para explicar o que é a “Trindade”.

As seis doutrinas separadas são como segue;

1. “O Pai é Jeová” com o qual a Sociedade concorda,

2. “O Filho é Jeová” que eles rejeitam,

3. “O Espírito Santo é Jeová” que eles rejeitam porque eles também rejeitam a personalidade do Espírito. Para a Testemunha, o Espírito Santo é só um poder ou uma força de Deus.

Junto, estas três proposições simples descrevem a Unidade da substância de Deus. Então há mais três;

4. “O Pai não é o Filho” com o qual eles concordam,

5. “O Filho não é o Espírito” com o qual eles concordam, e

6. “O Pai não é o Espírito” com o qual eles concordam.

Juntas, estas três proposições descrevem a distinção entre as eternas Pessoas eternas da Divindade de Jeová. Juntas, estas seis proposições esboçam as características essenciais da doutrina da Trindade.

Muitos defensores da doutrina da trindade frustrados ao verem diversos textos que enfatizam que Deus é um só, tanto no chamado Velho Testamento (Deut. 6:4) como no “Novo Testamento”, (Gal.3:20) passaram a argumentar o seguinte:  “Deus é um só, mas três pessoas diferentes”.

Mas note que a Testemunha de Jeová concorda com quatro das seis proposições acima. Isto já lhes faz quase trinitarianos!! Eles ficarão muito chocados em observar isto, porque eles ouviram tanto da “doutrina pagã” da Trindade que nunca lhes aconteceu descobrir o que realmente é. Só bastaria que eles concordassem com declarações 2. e 3. para se tornarem trinitários. Você já mostrou que o Filho é Jeová, e o terceiro pode ser facilmente demonstrado de IICo. 3,16-18, onde até mesmo sua própria tradução diz corretamente, “Jeová é o Espírito” e então fala de “Jeová o Espírito”.

A personalidade do Espírito Santo também é mostrada em Jo. 14,26, 15,26, 16,7-15, ou Ef. 4,30, onde o Espírito é que ensina, testemunha, glorifica Cristo, guia os crentes, ouve, fala, descubre a verdade, e lamenta o nosso pecado. Será que a Testemunha diria que testemunhar é um ato impessoal? A eletricidade pode ficar triste? Claro que não.

Note a premissa “Existe um Deus eterno (ontologicamente: i.e., em natureza. Cf. Gal. 4:8)”. 

“Ouça, ó Israel! O SENHOR é nosso Deus, o SENHOR é um só” (Dt. 6:4)*

“Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus. Não vos assombreis, nem temais; acaso, desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça“.(Is. 44:6, 8; grifo nosso)

“Assim diz o SENHOR, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o SENHOR, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra” (Is. 44:24)

* Shema Yisraêl, Yehowah, Elohainoo, Yehowah aichod: “ouvi, Israel: Jeová, nosso Deus, é um Jeová”. Nesta passagem os judeus colocaram grande atenção e é uma das quatro passagens que eles escrevem em seus filactérios: sobre a palavra Elohim, Simeon Ben Joachi disse: “Venha e veja o mistério da palavra Elohim: há três graus e cada grau é por si mesmo único e mesmo assim são todos um, unidos em um e não divididos”.

As Escrituras apresentam três Pessoas DISTINTAS ou Egos (não “pessoas” três Pessoas DISTINTAS ou Egos (não “pessoas”), o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus ontologicamente (por natureza) e são chamados de “Deus” ou Jeová.

Em  Tt. 2,13: “O grande Deus e Salvador”: tou megalou theou kai soteros hemon Christou Iesou, lit., “o grande Deus e Salvador de nós Cristo Jesus”. Nota: em 2 Pedro 1,1 temos a mesma construção gramatical (i.e., artigo-substantivo-kai-substantivo): tou theou hemon kai soteros Iesou Christou, lit., “o Deus de nós e Salvador Jesus Cristo  (cf. 2 Ts 1,12; 2 Pd. 1,11; 2,20; 3,2, 18,; veja o grego.).

Assim, Jesus é claramente chamado de “Deus” também no NT, implicitamente.

Contudo, muito embora a Bíblia jamais afirme que existam “3 pessoas” em um só Deus, um trinitário que tenta argumentar a favor desta doutrina e usa João 14:6, está demonstrando ignorância de sua própria doutrina predileta. Como mencionado acima eles tem defendido a doutrina de que “o Pai não é o Filho”  e “o Filho não é o Pai”. O texto de João 14:6 parecia conveniente mas só expôs a fragilidade teológica de desvios da palavra de Deus.

Já demonstramos amplamente que a Bíblia insinua sim três pessoas, como exemplificado na oração da Shemá.

PREMISSA UM: Existe UM DEUS verdadeiro por natureza.

PREMISSA DOIS: As Escrituras apresentam o Pai, o Filho e o Espírito Santo como Deus.

PREMISSA TRÊS: O Pai, o Filho e o Espírito Santo são Pessoas distintas ou Egos, cientes um ao outro. Como também existindo entre si em uma amorosa comunhão – mesmo antes do tempo existir (cf. Jo. 17,5).

CONCLUSÃO: O dados bíblicos estão claros: as três Pessoas compartilham a mesma natureza de UM DEUS ETERNO. 

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